Steve Jobs é o CEO do século e faz jus a tudo que tem nos ombros, sob os pés e as mulheres que come, é um gênio sacana e déspota da tecnologia. Steve Jobs é uma espécie de pessoa brilhante que lança sobre si compromissos paa com o mundo. No mundo eles sempre surgem e e se sentem escolhidos por Deus, são a quintessência e talvez sejam mesmo, mas sabemos que esse Deus é pura vaidade, ego brilhante e baboso como diamante. Mas seria difícil para mim dizer que teria humildade, ou essas características de gente limitada se fosse o sacana cerebral do Steve Jobs. Ele começou como todo grande gênio começa sacaneando alguém ou um sistema, no caso criaram "caixas azuis" na década de 60 e conseguiam operar ligações gratuitas para longas distâncias. Fico me perguntando se Jobs encontrou sua iluminação espiritual através do LSD, e eu com algumas drogas me limitei a alguns livros de ficção e ainda não publicados... Mas eu admiro ele por seu estilo utópico diria, um cara com os pés no ar e que se sentia seguro com essas aparentes incertezas. Em 1985, veja só, ele foi demitio de Apple, vendeu todas suas ações e manteve uma apenas para poder participar das reuniões com os outros acionistas estupefatos. E agora, em uma década, o cara foi de 5 bilhões na bolsa para 170 bilhões, ou algo assim. Essa é a máquina que move a maior parte das pessoas, esses caras que fazem o mundo e se imaginamos estar fora de seu idealismo é porque nos consideramos gênios da arte ou da indiferença, mas é uma baita de uma demagogia bem tolinha. Então, libertem-se de todas as tecnologias e vão para esses cantões longevos de nosso país apenas escrever. Vamos lá! Ah eu gostaria de ser um privilegiado escrevendo a luz de velas, mas falta-me a beleza da insanidade e um pênis flácido e uma maça podre nos olhos.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Privilegiados Maiores ... bem maiores
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Privilegiados I
Espero que não seja o último post do ano, mas do jeito que o efêmero baixou no mundo, e não temos tempo nem de olhar para os dois lados da rua - porque tempo é dinheiro... Enfim, mas acho que no meio de uma piscadela, quando estiver fazendo amor, no vigor desse exercício tão animal e bom, em prazer e definição de quem somos, que que me faz sussurrar: Que bom é ser um homo-sapien ereto - não confunda com o já extinto e de inteligência inferior homo-erectus - enfim, hoje faço amor e quando piscar os olhos, lá estarão os artistas globais no show da virada - aquele saco eterno de nosso tempo que aturamos e está em nossa casa e nos olhos dos nossos amigos, mesmo que todos nós não assistimos tv. Mas se cuide Globo e toda essa mídia de deselegância, pois o fim está perto! Salve a Internet! As mídias sociais! E os palavrões. Mas nada disso vai acontecer nesse veloce 2009. Continuemos.
Todo mundo anda tentando tirar e por onde pode, do jeitinho que der deu. Como é tradição bastante brasileira. Exemplo de ansiedade para viver está no nosso tão elegante Presidente da Porra da Câmara Secreta, que fez uma mágica meio atrapalhada, mas que muita gente inveja. Enfiou notas e mais notas, em bolsos exclusivos e até na meia... um bolo em cada canela! Saiu da sala com um terno de milhares de reais, mágica pura! Mas isso é coisa de privilegiados e em 2009 houveram muitos deles. Hoje vou falar de Ronaldo fenômeno, eu sou corinthiano, e Ronaldo foi mais uma vez um dos privilegiados do ano, massacrado pelas más bocas como todos fodões sempre foram (respeitando suas respectivas funções) caso de Jesus. Puxa, como espezinharam Jesus, como esculhambaram o cara e aí ele teve que provar que não era um comédia e sim o Senhor, e fez tudo o que nem o exibicionista do David Copperfield (aquele ilusionista bobo que pensa ser o superman) teria peito de fazer. E como com Jesus pra Ronaldo muitas bocas cuspiram e disseram. Era gorducho pra lá, rolha de poço pra cá, e todas anedotas que não tenho memória nem saco pra gracinha de baixo expressão literária, todas as brincadeiras fizeram com o cara. E não é então que ele entra contra o perene rival alvi-verde e aos 47 minutos mostra a água virar vinho, os pães se multiplicando, uma fartura para os gorduchos que o olharam estupefatos. Era ele mesmo, aquele que viam como seu semelhante, era ele a subir no alambrado, e quebrá-lo com a massa - não de seu corpo que os mais bonzinhos diziam fofo - e sim com o corpo da fiel, pobre, sofrida, maloqueira descendo como uma onda de magma borbulhante sobre o fodão, o fenômeno. E depois dois campeonatos e meu Timão na libertadores.! Ufa!
Ronaldo foi um dos privilegiados, desses que são porque são, mas muitos outros foram também, já outros não tanto. Isso continua no próximo post.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Dizem por aí e Essas Coisas Todas
Dizem por aí que aqui tem uma estranheza daquelas de ficarmos boquiabertos, caso fossemos franceses, ou tomar nota e averiguar, caso fossemos ingleses. Dizem que no Brasil são lançados 1,5 mil livros mês, são quase 20 mil titulos ano. Quem lê essa montanha de criação? Nem os pesquisadores, nem eu, nem Deus e nem os escritores sabem para onde vai isso. Se juntarmos reedições temos 45 mil. Isso é bom! Não, não é tudo de bom toda essa gente lançando sua aventurazinha literária, cheirando ao cortex mal desenvolvido e a falta de jeito, profissionalismo com essa arte maior. Muita porcaria aparece em pequenas edições e só congestiona e confunde ainda mais um mercado que precisa estar limpo para se reorganizar e salvar essas almas, profissionais que vivem na berlinda a beira da desistência, e os mais radicais ao término da vida. Não ria, leitor frio... Salve os escritores reinvindicando qualidade e comunicando os bons ao mundo, ao seu pequeno mundo, e que os maus, aqueles porcalhões cheirosos, que acham que literatura aprende como marcenaria do senai, que esses sintam o peso da ignorância e parem , por Deus, de gastar papel e tinta e a paciência de quem enfrenta esse mercado estranho. Muito estranho.
sábado, 7 de novembro de 2009
Eu vou falar de um cara, que não gosto muito do jeito que fala, e até andei enviando umas coisinhas meio "Vem, vem meu irmão. Só por que é playboy e filho do mario. Vem" Enfim coisa de escritor na berlinda, querendo o mundo por seu talento... Deixa. Falo de Antonio Prata. Tem trinta é dois anos escreve um blog no Estadão e com toda a certeza é um cronista com uma pegada clássica mas com um humor gostoso contemporaneo. Não é nenhum Rubem Braga ou Millor Fernades, mas é um cronista com um molejo paulistano muito atual, e ainda sim conserva uma certa universalidade. Um cosmopolita que faz cronicas deliciosas, nem todas, veja bem. Deixo aqui o link para quem não conhece Antonio Prata
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Muros Cinzas
A literatura deveria participar da sociedade como elemento intrínseco de formação cultural e discernimento do mundo. Se a literatura hoje substiutuísse o próprio Ensino Médio teríamos um país melhor, e mais, com pessoas menos banais e atentas a sua própria existência a de seu semelhante. Muitos professores são lentos, vaidosos e orgulhosos, e fazem disso seu pequeno reino na porca instituição de ensino brasileiro. Se um aluno surge com ideias peculiares à sua idade, no entanto, mesmo que possua um narrar que no mínimo deveria ser observado com curiosidade e zelo, esse aluno é advertido por narrar de maneira inapropriada. Uma inveja de"mestres" que na verdade são analfabetos funcionais protocolados, carimbados com um padrão de qualidade vencida. Naturalmente que estou me dirigindo a um grupo de parasitas no funcionalismo público e orgulhoso, que aos poucos, em diversos prédios de educação pública espalham o horror do ensino insosso, que mata sonhos, atrofia o cortex. Falo não de um cumprimento de regras mas de uma formação social mais instigante. Agora essa realidade de uma literatura presente nos lares e escolas parece dar um lampejo de esperança, mas a distância é ainda lamentavelmente enorme à realização.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
O MERCADO DE TODOS OS DIAS
Acredito que o mundo da literatura sempre foi guiado pelo mercado. Um estudo do Franco Moretti professor de literatura comparada da Universidade Stanford - procura entender por que alguns exemplares do século 19 perduraram, ou seja tiveram sucesso por um período admirável, enquanto milhares de outros bons livros caíram no poço do esquecimento de prateleiras. Ele buscou os romances que venderam, qual eram suas características e dentro dessas qual prevalecia para que o livro sobrevivesse a outras tantas "mortes" efêmeras. Todas as características demonstravam uma fama sustentada pelo mercado. Os nomes se dão pelo que o público aceita, ou seja vender muito caracteriza promover um nome ao porvir, e mesmo enquanto vida do autor. O escritor que teve habilidade de manter qualidade e suprimir a demanda de seu público é o clássico que conhecemos hoje. Tudo que se figura como reprimido e seletivo morre, ou vive nessa sombra nilista em que muitos escritores se refugiam.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Uma Estranha no Nobel
Sim, uma estranha, para mim e para muitos. Eu apostei uma garrafa de vodka que dava Amós Oz, mas ainda sentia que chegava a vez talvez de Philiph Roth, contudo a romena radicada na Alemanha surpreendeu todos que aguardavam a máxima premiação da Literatura. Ela nasceu em Nytzkydorf, Romênia, e vive em Berlim desde 1987. Seu único livro publicado no Brasil é "O Compromisso". Eu confesso que nunca havia ouvido falar de Herta Muller de 56 anos, como outros intelectuais ligados a mídia eletrônica que ficaram boiando, mas alguns olham de lado, e fazem apenas do tipo de que não a lera tanto como a um Saramago. Sua escolha se deu pela força de sua poesia e sua prosa franca, ao retratar o meio dos desventurados. Gosto das surpresas da Academia Sueca, mas diga aí, você também não sabia, não é amigo leitor?
Assinar:
Postagens (Atom)


