
A fuga para o silêncio, o verdadeiro vazio onde o único encontro é com a paz
Deixar o mundo, toda a sua grande porção de imagens, sons. Saber o mundo
e saber dentro de si o quanto é intolerante. O cérebro frio e o espírito revolto
enormemente ansioso a se desprender da carne que aflige e leva a lugares
que não representam nada. Esse alumbramento altíssimo. Essa
determinância absoluta me fascina. Humanos voláteis, caindo para nos
mostrar que a vida é tão frágil quanto nossas arteriazinhas, nossos vazinhos
sanguineos. Que a vida pode querer mais de nós e se não a damos ela se rompe,
infla e explode. Esvazia-se no incógnito.
The Bridge é um documentário imponderável. Golden Gate é como uma imensa artéria irrigando os pólos da cidade. Nevosa, o grande Portal onde garções adejam, focas procuram cardumes e navios ribombam suas cornetas, e de repente uma vida desce a 40 pés de profundidade, um ser humano em busca da paz. Tentando resolver os problemas do mundo, mas o mundo é assim, dentro de nós, e não há nada que se possa fazer