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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008


Os anos 00 passaram na velocidade das novas tecnologias agregadas ao cotidiano. Os anos que antes eram lentos como o discar no disco do telefone, a dificuldade das fichas no encaixe dos telefones públicos; ah, as cartas, escritas a mão, da maneira que faziam nossos ancestrais beneficiados de mais sentimentos, mais melancolia e mais sombra. Isso fazia os anos serem mais lentos, por que o tempo é apenas sensação e corrosão. Os anos 00 passaram em megas, correu na nossa inquieta vontade de máquina, de se teletransportar, de ir além dos limites , pois o mundo agora se mostra para qualquer um. Necessidade de estar em todos os lugares e por fim chegar a um só, dentro de si, na solidão andrógina e hiperativa de pessoas sem grandes dimensões. O homem tornou-se o tudo e se fechou tremendamente na presunção de ser tudo e ter todos. O homem agora é massa, não pertence ao tempo, a sua história, ao seu intelecto, tudo isso é coisa de um passado de remetentes de cartas. O homem se privou num corpo maciço e análogo que passa no rio do tempo. Uma estranha época a nossa, não?


Boas venturas em 2009 e obrigado por visitarem esse blog nesse meio ano de existência


Até o próximo fugidio ano


sábado, 27 de dezembro de 2008

1,3 é muito pouco meu benzinho




A classe média vive entorpecida pela auto-ajuda, com o espírito altruísta e intangível desses oportunistas do mercado. Mas toda essa gente não sabe disso, a base cultural é frágil, vivem na busca de lugares comuns. Têem quase uma raiva das pessoas cultas. Saber passa a ser apenas uma necessidade forçosa para atingir algo maior na panelinha de sua empresa e coisa e tal. Foi com a abertura dos créditos lá pelos anos 70 que começou a nascer essas hostes tão análogas que às vezes parece não haver mais espaço no mundo. Mas graças a Deus há, sabemos nós, escritores. O meu grupo é diminuto mas é amplo à medida que essas falsas aparências de tranquilidade não enganam mais. A classe média está sufocada como máquinas esgotadas. Porque suas aspirações voltam-se a um mito do consumo, o grande capitalista e coisa e tal , e naturalmente que só 1 em 100 milhões se encontrará um pouco próximo desse mito. Mas a grande massa passará alienada, dando ao seu espírito apenas essa ração sem proteína, gordura da presunção e total alienação.Eu negocio meu primeiro livro, negócio lento, esfera tempestuosa que pobres mortais desconhecem, um escritor pobre tem que ter sangue nos dentes, qualquer outro filho-da-puta com diplomazinho conseguido nessas fabriquinhas de diplomas seriam esculhambados . " Meu bem conseguimos o empréstimo, montamos uma locadora mega-mega, ou uma Facu, que acha? Tô pensando em fazer teologia, ser pastor, Deus é um negócio do diabo, dá dinherio pra porra!" Caso que recebi por e-mail de um leitor daqui: O cara vai numa editora e entrega o seu manuscrito; logo de cara ele expõe seu currículo, vastíssimo. O editor fodido com o que lê, ele por ser o cara que manda, o pau grande do pedaço, o detraquê, responde em carta : " `Puxa como você é esperto, mas não publicamos ficção escrita por menores. Foi sua filhinha que escreveu? Filhinho?"Cada aventureiro por aí, só porque aprende as coisas com a facilidade de um pastor alemão pensa que pode encarar qualquer coisa. A literatura não, Gabarola. E vai... e vai... Eu penso que se houvesse na classe média o hábito da leitura os índices seriam muito mais animadores dos atuais 1,3 por habitante. É uma triste realidade, porque a classe média é a mecânica da coisa, são os peões que avançam sobre o tabuleiro. O Brasil seria outro se a classe média lesse.Uma senhora me disse, depois de ler um conto meu, que se eu era mesmo escritor deveria saber que "decerto" não existe. Sem comentários? ok.Venho de uma família que não lê, que nunca leu, que talvez não saiba como se segure um livro, uma raiva pelo livro, logo uma raiva para qualquer coisa essencial. E sabemos que se a literatura fosse integrada a sociedade tornaria a própria sociedade mais sutil, mais fácil de levar. Haveria advogados melhores, carpinteiros melhores, donas de casas melhores, e escritores melhores, ao menos mais contentes com seus lucros, e o número abastado de leitores com sua obra na cabeça.Há uma classe de pessoa, uma multidão infinda que vê o ofício do escritor como algo de místico, que cai do céu, enganam-se, é ripa dura, e sem recorrer a nenhum manual de faça você mesmo; e quando o escritor pena, ou ainda está em formação o acham um mero sonhador, ou coisa parecida. Mal sabem o que pensam, mal conseguem ler um livro, como podem fechar a mente e ofender quem consegue os escrever! Eu digo aqui de livros de verdade. Por que uma bela cagada qualquer cu faz mesmo.E quando falo de classe média é porque nela se concentra a maior parte das pessoas distantes dos livros. Não digo de quanto tem ou não na conta, digo de uma classe que a cada dia se torna homogênea, uma massa apenas, como uma bola de neve que vai agregando, que engorda, que cresce abruptamente.A Bienal foi excelente, dizem por aí, mas esses quase um milhão de visitantes não representam o leitor assíduo, esse número se estabelece muito a partir do marketing glamouroso, vira modismo e o povo quer. Mas é o livro que tem de virar modismo, os livros brasileiros primeiramente. E nossa literatura é rica e bela e sacana e poética, e vai... e vai..Vamos agora uma lista para quem quiser tornar-se um leitor brasileríssimo:

Dom Casmurro/ Machado de AssisVidas Secas/ Graciliano RamosJorge Amado/ Tenda dos MilagresHilda Hilst/ FicçõesClarice Lispector/ A paixão segundo G.HMoacyr Scilar/ A mulher que escreveu a bíblia.Palavras levam ao encanto que perseguem todos os diasCom medo de serem esse menos que tanto já sãoA literatura é a cura de toda mediocridadeRiqueza que não se gastae vai...e vai

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Não tente Pensar muito, apenas se forme, meu filho.

O texto a seguir é de Ernesto Kramer. Escritor inédito. E pensador constante. Um exemplo
de que homens inteligentes e úteis se perdem num mundo mesquinho e asno.
Ernesto mora no mundo, ao ar livre, não é um mendigo, é alguém que perdeu paredes a volta, alguém que deixou a carteira num mundo de sonho e nunca mais voltou para pegá-la. Há uma entrevista com o cara na Cronópios.



EU NÃO VOU BAILAR NA CURVA
Ao sair de casa tinha um porco na esquina da avenida, passeando em direção à casa que abandonava. Tinha outro na próxima esquina. Eu só ia caminhando e percebendo o setor cercado por outros dois porcão, além da atividade desusada de veículos policiais, atípica dum dia tão comum e normal. No ar, além da pura imaginação, está a presença desagradável da repressão. É como o faiscar intangível, ameaçante e controlador, intruso e ofensor da privacidade. Não gosto. Tomara que pudesse estar certo que não vou bailar na curva. Não quero. Por razão nenhuma. Devo estar fora de toda suspeita, inalcançável pela má intenção, típico como o indefinido.

Eles olham o papel onde diz minha idade e não me olham. Não se interessam por outro detalhe que não seja esse estúpido número que indica o tempo de minha permanência neste Planeta, até este momento. Eu sei que só representa minha idade biológica, de acordo com a transição de minha presença atual. Não é minha idade e não a sinto como tal.
Venho da Luz, a Luz é comigo e para a Luz voltarei quando cumpra meu ciclo. Sou tão velho como o universo e tão jovem como o dia de amanhã, que despertará em mim com a sempre renovada promessa de uma vida melhor.

Aqui, neste Planeta, onde estou em trânsito, levo comigo uma nacionalidade, obrigado pelo fato de ter ocorrido minha plena assimilação física a este âmbito num lugar geográfico específico. O governo deste lugar/cidade cobre uma certa extensão de terreno num espaço maior chamado país, do qual sou identificado como cidadão de cédula numerada na mão. Quando não estou ali, preciso uma autorização específica para realizar atividades de sobrevivência noutro lugar. Quando não estou autorizado legalmente, não posso realizar outra atividade que não seja gastar dinheiro e posso ficar só o tempo que demorar em gastar o que tiver.

Realmente não está fácil. A comida muito escassa, transporte e comunicação quase impossíveis, sem luz elétrica, as águas servidas correm pelas ruas, chove quase todos os dias e tudo se transforma num barral fedorento; a casa não tem piso mas sim muitas goteiras, houveram três crimes em três semanas, assaltaram a padaria, algumas noites escutam‐se tiros. Mas o pior de tudo é a perspectiva de melhoria.

Por sorte os vizinhos mais chegados são gente boa. São pobres, humildes, alguns deles muito ignorantes, mas não são ruins. Isto ajuda a agüentar, mas não a progredir.
Minha conclusão é que devo ir embora, tenho que sair daqui, deste lugar onde sou discriminado, perseguido, excluído. Uma força muito grande se opõe a mim e não posso encarar uma batalha. Minha vida corre perigo. Duas vezes tentaram me matar. Sou pessoa não‐grata. Nem eu mesmo tinha caído em conta da profundidade do ódio que me tem certos elementos chegados ao poder central. Me perseguem, me tiram de qualquer projeto, não me deixam viver em paz. Minhas atividades são suspensas, boicotadas por quem se considera meu inimigo. Serviu para me abrir os olhos.

Não tem sentido em insistir, nem é possível. Qualquer dia, por nada, me armam uma cilada qualquer e nem vou poder me defender. Não é exagerado pensar assim, porque é assim que se faz aqui. Não existe diálogo. Se obedece calado e cegamente, se apóiam as lideranças designadas, por cima de tudo e apesar de qualquer irregularidade, ou se corre perigo de morte. A melhor política é não participar de nada que não seja indicado pelo núcleo do poder central, através de seus representantes.

Eu fui descartado. Mobilizei‐me um par de vezes, infringindo fortes derrotas a esferas hegemônicas; feri os interesses de forças econômicas e políticas importantes, atuando sozinho. Agora me temem e não darão outra oportunidade, nem uma chance de me redimir. Estou totalmente fora de lugar e em constante perigo, encurralado. Só posso pensar em ir embora. Não existe outra solução. Tenho que me centrar em sair daqui e decidir para onde fazê‐lo.

O transfundo de tudo pode se resumir na palavra‐chave “corrupção”. O grande roubo da administração pública, que é levado ao máximo pelos sequazes dos poderosos e se repete em todo nível. É uma máquina de enriquecimento ilícito que mantém oprimido o povo explorado e enganado. Quem pretende ser honesto é afastado. Está fora do “esquema”. É todo um grande merdal, uma panela de cobras, lagartos, aranhas, escorpiões, que só se comunicam entre si para poder roubar ao máximo.

O ser humano não conta, a não ser como instrumento usado para fins de enriquecimento dos burotecnocratas e políticos. Eles se encobrem e defendem entre si. Perseguem juntos a quem se opõe. Acabam com quem não seja de sua conveniência.

Agora sei mais que antes das relações e maneiras de atuar desses monstros. Agora entendo melhor sobre a força e poder do esquema. Entra política e a religião não é alheia. É cruel, desumano e sem escapatória. Não perdoa, mata direta ou indiretamente, sem compaixão. Um sistema muito filho da puta, que eu tive coragem de enfrentar e, pior, derrotar.
Ganhei algumas batalhas, mas não a guerra. Infringi perdas apreciáveis, mas em setores limitados, que não colocavam a besta em perigo. Esta segue viva e está se vingando. Se lhe apresento outra batalha, não me deixa vivo. Assim não tem sentido lutar. Não tenho alma de mártir.

A pergunta é até onde alcança sua esfera de atuação. Não ponho em dúvida que seja nacional, ainda que seu nível de profundidade deva ser bastante superficial. Não houve, por minha parte, ações ilegais que permitam uma persecução oficial e aberta. Mas não será fácil achar um porto seguro. Os cães são ferozes, especialistas em perseguir e derrubar, apesar de ser bastante incompetentes na profissão assinalada. É possível que fiquem satisfeitos se eu desapareço de sua área de influência imediata, mas minha posição já se tornou muito desconfortável neste Planeta.

Não contava com isto. Estava ilusionado com a realidade dum mundo inexistente. Esqueci a ferocidade das feras. Agora que entendo melhor a realidade social deste lugar, já é tarde e não tenho mais para onde correr. Nenhum lugar, nenhum país. Não pertenço a um grupo organizado, não sirvo a ninguém, apenas tenho um que outro amigo ocasional sem compromisso. Estou sozinho, como quase sempre.

Sozinho contra todo esse ódio e até devo crer que eles têm um certo medo de mim. Fui muito bom em meu acionar. Devem imaginar muitas coisas de mim, sem poder me encaixar num esquema lógico para eles. Nunca entenderiam por que eu fiz o que fiz, sem um apoio, só defendendo uma porcalhada de lugar de trabalho. Agora, dos que defendi, ninguém se lembra do que fiz por eles, nem reconhecem o benefício que tiveram. Entregaram‐se ao poder e voltaram a retroceder.

Grande erro de minha parte? E como ia a ficar calado, quieto, inativo, se todos estávamos sendo prejudicados, enganados, roubados, injustiçados...

Estranha sensação me produz esta situação. Nunca estive em algo igual, assim tão pior, ainda que já passei por situações de perigo antes e não é a primeira vez que vou fugir de um lugar. Não tenho medo, porque o perigo não é manifesto, não tem balas e bombas, como em uma guerra aberta. Só sei que o perigo existe e que meu caso ficaria bem mais grave, perigoso, se eu insistisse no combate. Isto não me interessa por motivo nenhum. É dizer, ficar sim interessa, mas tenho que reconhecer que logo, mais tarde, teria que desistir. Então é melhor ir agora. Sem dúvida.

A compreensão disto é um golpe duro, forte. Derruba uma visão da realidade social humana. É muitíssimo pior do que nunca acreditei. Só por esta revelação, o feito vale a pena. Para minha consciência, melhor isto, antes que acreditar no esquema do sistema. Ainda doa.

Pois isso. Nada que levante o ânimo. Barra pesada. A situação em este país está péssima e quando a gente pensa e examina um pouco mais em profundidade e detalhes, vê que a realidade é muito pior do que parece. Não tem chance de melhorar e menos ainda de progresso social. Por sua forma, estrutura, idiossincrasia, etc., o país está condenado a ficar fora da esfera mais adiantada do Planeta. Muito pior, bem atrasado. Não existem dados alentadores. É tudo um absoluto baixão astral.

sábado, 20 de dezembro de 2008





Com tantas portas como saber qual é a verdadeira? Ou a que levará a um lugar mais claro da idéia do futuro da literatura? Um octogenário excelente, de nome Amadeu, conhecida figura, talvez o inventor do sebo no Brasil, acredita que as pessoas não lêem mais, o que não é uma verdade absoluta, mas o que o bom velhinho quer dizer é que há esse sentimento de distanciamento. Mas se falarmos de 1950 pra trás o número de leitores é insignificante a massa que sim, compra livros, embora não saiba muito bem se os lê. Mas o bom livreiro mineiro (seu sebo fica em Belo Horizonte), está certo que o respeito a literatura já não é como antes. É fato. Vieram enormes mudanças éticas e sociais, a arte sofreu metamorfoses infindáveis, a sociedade tirou fardos dos ombros. A tecnologia deu ao cinema um poder quase infindável de criar coisas que antes só pertenciam ao campo da imaginação. E tudo isso e mais mudaram drasticamente os matizes dessa aquarela. Agora a coisa do fim do livro impresso, que nunca se dará realmente, mas estará divido entre e-book oferecidos por autores independentes e pequenas editoras, até que as grandes se renderão a isso, pelo custo, óbvio.Mas a literatura em si continuará a se desenvolver, a se reproduzir, porque sempre nascerão escritores, assim como mendigos, papas e ascensoristas.No Brasil vamos esperar por um nome que ascenda com força sobre tanto caracteres vazios. Coisa que parece difícil se olharmos pela lente rasa de nossa literatura atual.Enfim , estamos diante a alguns caminhos enevoados, não sabemos muito bem para onde seremos levados, mas o que sabemos é que estamos num momento de transição inexorável.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008


Os ventos uivantes de hoje não despertam a imaginação necessária, o realismo de Machado de Assis sucumbiu a um padrão novelístico global ( de globo, digo) Em seu centenário Machado de Assis goza de fama, o nome perfila como ícone imortal, introduzido à força do modismo na cabeças mais recônditas e aquém do pensamento e da literatura. O povo respira literatura e passa achar que Machado é apenas um escritor de novelas de antigamente, e que se estivesse vivo trabalharia na globo, escrevendo novela das seis. A verdade é que se Machado chega na cabeça das pessoas é porque um grupo, que não difere muito dos marketeiros que criaram exposições bizarras para ícones e deuses ao longo dos tempos, correram atrás, termo muito uasado no Brasil para aquele que consegue algo, não importando o quãomesquinho fora para chegar ao objetivo alcançado. Agora surge a mini-série que se esforça para ser agradável e até que consegue pro um instante, mas nada mais que isso. Cesar Cardadeiro, o Bentinho jovem, é um ator que cativa e depois cansa, mas quem rouba as cenas é a belíssima Letícia Persiles. Há Machado ali sim, muito texto e tal, mas um Machado manchado, ou um Machado vetorizado, feito em photo-shop. O agregado e equivocadíssimo, Tio Cosme, Prima Justina e as lamúrias do velho Bentinho não correspondem com o nilismo altivo dom bom e verdadeiro Dom Casmurro original do grande Machado de Assis.

Fora os vestidos de organza de seda pura, o som e a iluminação e a belezinha da Letícia Persiles, não resta nada, ou resta algo menor, infinitamente menor, um Dom Casmurro para o povo, tanto que Capitu sobrepuja o título original, limitando a obra no bafafa da traição, traiu ou não traiu? Só isso, coisa de lugar-comum de novela das oito, mas com ares de ultra-modernidade culta. Piii


domingo, 7 de dezembro de 2008


Há uma senhora que conheci que convivia com dez cachorros em seu sobrado.


Hitler tinha uma cadela na qual dava bitocas. Esse amor é inevitável.

Como era inevitável o frenesi que sentia a ver os judeus macilentos e cadavéricos dos campos de concentração. Suspirava faustosamente a mercê de sua ideologia, ideologia de um não-me-toques como Nietzsche, mas Nietzsche não amou a Alemanha, como Hitler também não. Homens assim amam mulheres que nunca comem da maneira que queriam, ou amam cães. Hitler amou cães e amou a inferioridade judia, a qual o divertiu muito. Comparava um judeu de 30 anos com 35 quilos, a um jovem soldado repleto de músculos arianos, quando ainda havia fartura para soldados alemães, explico.

Agora fico pensando que tipo de maldade aquela senhora fazia. Pensei numa, inevitável, pois sou um canalha.

Imagine aquela matilha esfregando o focinho e língua áspera nas partes sensíveis, de uma dona assim generosa e amável que aplicara chantilly onde tudo é mais delicado... Mas não há maldade nenhuma nisso, a senhora ama cães como a maioria dos homens amam cachorras. Hitler que o diga.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008


A literatura precisa de mais cérebros


Ou de muitas mortes


E tudo que não é literatura jamais existiu.



Um anelo
Alto
Um desejo
Fardo
Um dia eu
Fato
Vou estar tão alto
que qualquer fardo
não passara de mais um fato