Israel é o adulto cheio de compromissos, meios para um fim, isso é racional, inteiramente humano... Mas a gente vê o garoto, e depois esquece, porque tanta desgraça voando pra lá e pra cá. Dá pra acabar com um dia facilmente com um pouco de conhaque, vendo um homem sendo devorado por leões no You Tube, vendo os pastores na tevê, que grandes atores não são! Mas o povo merece-os que fiquem com eles! Depois você vê o Jornal Nacional; desgraça, corrupção, desgraça e uma futil alegria que não serve nem de sopro na grande ferida. Reparar nos cabelos do William Bouner ( se assim que se escreve)nos dá uma dimensão de que o tempo está indo mesmo no que parece imortal. Até os andróides da globo envelhecem. Uma piada louca é essa vida. O menino palestino pega água na trégua que o dá alguns minutos de infância. Aí a gente se vê garoto, criando guerras onde no máximo dava uma treta com socos e esfolamentos. A trégua para nós era chata, era a hora do comer, escovar, tomar banho, diferente da trégua do garoto em Gaza, que é um poder correr, brincar entre escombros, a jovem criatura humana é lógica, o futuro não existe. Mas daí ruge a sirene, e o garoto perde o sonho, cai em si, cai ao lado de seus pobres conterrâneos. É como escutar o pai bêbado e feroz chegando, mas esse pai é uma nação, com bombas incendiárias, uma nação com uma ira de milênios! E depois o Hamas lança os seus foguetes Qassam, espadas de plástico num mundo de aço sanguinolento. Ala olha de cima, antiquado, Misantropo, Enlouquecido, Inválido. Quando a poeira baixa a criançada corre, como eu corria nos terrenos baldios, com fuzis feitos de madeira de caixa de maça, sem acreditar em nada, senão na euforia de estar vivo e imaginar um mundo perigoso, um mundo sem tréguas.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Posso brincar?
Israel é o adulto cheio de compromissos, meios para um fim, isso é racional, inteiramente humano... Mas a gente vê o garoto, e depois esquece, porque tanta desgraça voando pra lá e pra cá. Dá pra acabar com um dia facilmente com um pouco de conhaque, vendo um homem sendo devorado por leões no You Tube, vendo os pastores na tevê, que grandes atores não são! Mas o povo merece-os que fiquem com eles! Depois você vê o Jornal Nacional; desgraça, corrupção, desgraça e uma futil alegria que não serve nem de sopro na grande ferida. Reparar nos cabelos do William Bouner ( se assim que se escreve)nos dá uma dimensão de que o tempo está indo mesmo no que parece imortal. Até os andróides da globo envelhecem. Uma piada louca é essa vida. O menino palestino pega água na trégua que o dá alguns minutos de infância. Aí a gente se vê garoto, criando guerras onde no máximo dava uma treta com socos e esfolamentos. A trégua para nós era chata, era a hora do comer, escovar, tomar banho, diferente da trégua do garoto em Gaza, que é um poder correr, brincar entre escombros, a jovem criatura humana é lógica, o futuro não existe. Mas daí ruge a sirene, e o garoto perde o sonho, cai em si, cai ao lado de seus pobres conterrâneos. É como escutar o pai bêbado e feroz chegando, mas esse pai é uma nação, com bombas incendiárias, uma nação com uma ira de milênios! E depois o Hamas lança os seus foguetes Qassam, espadas de plástico num mundo de aço sanguinolento. Ala olha de cima, antiquado, Misantropo, Enlouquecido, Inválido. Quando a poeira baixa a criançada corre, como eu corria nos terrenos baldios, com fuzis feitos de madeira de caixa de maça, sem acreditar em nada, senão na euforia de estar vivo e imaginar um mundo perigoso, um mundo sem tréguas.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Não se Mate de Qualquer Jeito Escritor

O suicidio de escritores diminuiu na Golden Gate. Não porque encontraram um lugar ao sol, e isso não é motivo mor para se morrer, a falta de sol, tanto mais para as pessoas que diferem de todos os outros semelhantes homo-sapiens, o escritor. Exemplo disso é Hemingway, até mesmo o bestselerudo do Sidney Sheldon já teve umas pontadinhas de anseio de pular, furar, atirar, asfixiar, detonar com a própria existência. E que autor decente não teve já um flerte com a morte? Quase todos os mais ou menos agora com a internet, a boa comida, a vontade de comer fulaninha, as roupas bacanas, distraem-se e passam a vida com mais razoável satisfação. Mas os bons querem morrer, porque tá foda viver nesse mundo de ineptos com narizes de rena do nariz vermelho. Essas máquinas humanas subalternas, puxadoras de saco, empurradoras de carro do patrão, estufando o peito quando alguém que ganha 300 reais a menos se aproxima. Esses aculturados da pós-modernidade vazia. Dá vontade de morrer para ver algo melhor, e parece que só morto mesmo. É muita gente que não deveria ter sido mais que esperma, cair no chão gelado de uma punheta. Desculpem...Enfim os escritores não se matam mais na Golden Gate, motivo? A agência de estatísca não sabe o porquê. Eu sei. A Golden Gate virou um clichê da morte do auto-assassinato, nossa que coisa mais Alemanha Oriental! E os escritores, esses bons que se matam, estão fugindo de clichês num desespero indescritível, até mesmo se proponhem a morte por fugir do maiores dos clichês: viver.Mas a Golden Gate é uma opção nas centenas de outras alternativas. A mais pobre e estúpida é tomar o chamado chumbinho. Por isso digo que a definição do pobre não está no quanto tem ou não na conta bancária, está incrustrado no espírito. É tão mesquinho e filha-da-puta que se mata com chumbinho, uma coisa pra matar ratos que vende na vendinha, no mesmo bairro sem espiritualidade sem higiene, sem sensibilidade onde sempre viveu. Outras opções:Pedras nos bolsos dentro do rio. A morte de Virginia Woolf. Não entendo como pode funcionar se o suicida souber nadar, porque instintivamente tirará as pedras dos bolsos...Tiro de fuzil. Rápido e preciso, faz um pouco de sujeira, mas você não vai precisar limpar. Hemingway se matou assim.Enforcamento,´vai se sentir um condenado, mas terá que ser o próprio carrasco. A dificuldade que tenho com laços não me deixa colocar entre os favoritos. Mas é um clássico e é tudo muito limpo.Atropelamento em auto-estrada. Fácil. Pare no meio-fio, como se esperasse o momento de atravessar, quando se aproximar um ônibus ou um grande caminhão dê três passos e pare. O problema é que pode causar um acidente e matar alguém. Não serve para os tímidos.Inalação de gás. Geralmente as mulheres que fazem já tão familiarizadas ao forno. Enfia-se a cabeça, a casa tem que estar fechadinha, todo mundo fora... Dá um soninho e você morre de quatro, vendo alguma coisa engraçada, tipo o Woody Allen de cueca.Corte dos punhos é pra quem que causar impressão àquele que o encontrará. Meio Amy WineHouse.Mas podendo resistir invista num projeto, coma alguém, ignore os escritores que não querem vender, que não querem que ninguém os entenda. Foda, tome cerveja, faça alguma maldade pequena. Ame a vida e atravessa a ponte custe o que custar.
domingo, 18 de janeiro de 2009
IMPLUME
Pelo que sei não é pássaro além dos meus olhosNão tem asas. Não tem tipo de voar.
Voa apenas aqui, dentro desse mundo
Que há no meu crânio de 25 anos.
Sai da ponta, que o mundo é escuro
Basta negar a mão de quem te ama!
O mundo te suga
Te faz abrir os olhos e ver seu corpo
A finitude de tudo que é tornar-se massa.
Por isso sai da janela, embora seja lindo
Esse seus olhos de flertar com a morte
Seu cabelo esvoaçando
Os olhos!
Ah, os olhos de Deus
Ao ir, já há tanto tempo
Para longe de sua obra-prima.
Sai, vem que eu te aprisiono em minhas costelas
Te dou minhas costelas,
As raizes venais
Os neurônios que às vezes, penso triste,
São Deus e tudo mais.
Vem, não sabe voar, porque o mundo é sem imaginação
O ar lá fora está repleto de nilismo
Você cai.
"Anjo" pensarão?
Não, meu amor, o mundo já não sabe ver o céu.
sábado, 17 de janeiro de 2009
TRAJETO
Inspiro.Expiro
Suspiro
Caneta que corre azul
Seu balé fazendo som, cor, vida
O poeta é apenas um braço estendido
Com olhos sorvendo multidões
Poeta em dizer nada faz e escrevendo desfaz
A segurança comum dos homens de bem.
Mas as velhas fadas repletas de romantismo
Ultrapassadas e sedentas por chorar e morrer
Persistem com seus olhos aquosos em nos dar.
Há ainda alguns homens vivos e o poetaserve-se deles.
Todos dizem grandes máximas de merda
Cérebros atrofiados, bocas babosas com sorrisos de marfim.
Vozes dubladas com clichês de consumismo e bravatas.
Mesmo assim escrevo
Tremo na imensidão do silêncio
Sei que não estou só.
Há o calor dos fárois
Adiantados no negror chamando aqueles que choram
Mas lá há recifes traiçoeiros que depois nos acostumamos a se machucar!
E de se silenciar que o poeta aprende a ouvir o Universo
Uma língua macia se estende com hiatos arrepiantes
E de negar verdades que ganhamos algo verdadeiro
O poeta é o verdadeiro senhor do silêncio
Doutor das dores incompreensíveis do enfermo mundo.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
O Grande Quintal
Desde o começo se fez a bagunça. Vieram os bagualados e ambiciosos portugueses. Tiraram da terra tanto pau Brasil que descobriram um país. Um ´país do descaso, do acaso e do atraso. Um país que de tão vasto pareceu um ótimo lugar, um quintal para tacar bagulhos. Vieram degradados loucos, negros açoitados, enfermos. Trouxeram a casta de políticos ruins que perpetuo até nossos dias e por toda a eternidade, não diga Amém, assim como pardais e ratos. Corsários franceses levaram do grande quintal esculhambado e rico mais pau-brasil, estupraram indias, como portugueses. Mas aqui já havia o espírito da vingança e do horror, índios comeram portugueses, espanhóis, franceses, nossos índios antropofágicos, comiam a beira-mar para que os outros vissem. Dái então a história prosseguiu como sabemos, outras levas de emigrantes burgueses e analfabetos enfiaram suas idéias, seus comércios e cuspiram na terra em que dormiam e cospem até hoje, enquanto enriquecem. Começou há muito tempo, mas se conservou. A mesma porqueira inaugural, do mesmo modo como pardais, ratos nossa sociedade progrediu, disfarçada de americanismo, de esnobismo baixo burgues. Está aí o nosso presidente analfabeto funcional, dizendo diarréias, está aí nossa classe média sem compaixão vazia e patanaz. Não há dúvida da autenticidade de nosso país.