Um mundo sem leitura. Essa é a realidade que se move parecendo ser a única verdade de quem enfrenta o mundo em trânsito lá fora. Um mundo que não lê e se expresa de uma maneira indesejável, de fala fútil e desejos idiotas. Eis o preço de não ler, de não ver, de logo não raciocinar com suavidade e amplitude. Notícias desanimadoras surgem calculando os índices de leitura, o afastamento das pessoas, mas a coisa na rua é real. Lá com o povo a realidade é mais crua e desesperadora para qualquer pessoa relacionada a literatura, não é mais um afastamento e sim um desapego firme e imutável. Eu não leio, tu não lês, eles não leem. Assim, até que ponto? Até o fim da necessidade da leitura, a era absoluta da tela?! Um mundo sem leitura é triste pra danar, danar bem fundo. O que se pode fazer?
quarta-feira, 25 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
Um dia estaremos mudos
Um dia compreenderemos
E ficaremos surdos
Um dia virá o escuro
Diante a luz do acontecimento
Um dia sem pés iremos
Andarmos sem chão sem marcha
Além desse mundo rasteiro
Um dia compreenderemos
E ficaremos surdos
Um dia virá o escuro
Diante a luz do acontecimento
Um dia sem pés iremos
Andarmos sem chão sem marcha
Além desse mundo rasteiro
sábado, 7 de março de 2009
Escrevo e Beijo e Tremo
Não sei com que passos e calçados de que sigo esse blog. Estou cansado. Com atividades diversas dísparates entre a sabência literária e a objetividade proletária. Vejo rostos, ouço vozes e bem pouco vejo e nada ouço. Leio menos do queria, escrevo paralisado de medo. Escrevo um romance de amor, amor de verdade, cru. Navalha e petála conjugado. Amor. Esse trabalho se arrasta ao lado de outros tão pouco satisfatórios. Mas estou a ser e sentir. Adoro estar e resistir, e veja lá que com um pouco de cerveja, uma mulher nua, belo quadrúpede de sons inesquecíveis, um pouco de bom texto essa vida pode sim ser boa pra danar, foder, chorar e preencher o branco inevitável de todos os dias. Escrevo. Pare-me se for possível.
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