Embora eu não me importe com o mundo e nem ele comigo, pois o mundo é uma reunião de confrontos e clãs ligados por seus interesses e por fim só podemos amar unidos do bem-estar de nossos interesses. Tenho cada dia mais tido vontade de ser franco, sincero ao extremo. Meu niliismo cresce livremente, uma casa vigorosa; e olhe, embora tenha seu custo, sinto-me bem e vivo como nunca. Eu gostaria de dizer àqueles que fazem parte da literatura, do pensamento real, dissecador, frio e certeiro. Aos homens de letras, essas criaturas que se disfarçam de dentistas, frentistas, vendedores, jornalistas etc e que vivem paralelamente segredos como Alice. E todos os demais são porcos mansos ou histéricos. Convido os verdadeiros escritores, essas grandes almas atribuladas e repletas de chaves. Àqueles que sentem o vento das duras verdades, àqueles que penam de existencialismo e saber. Gostaria de saudar a todos em uma sala escura, mortos e vivos envolvidos no prazer egoísta da literatura. Cuspiríamos sobre o globo embriagados, suicidas, meras crianças fugidas do sol.