É que de repente a cor se desbota
Os olhos de sempre se turvam
O Foco se desfoca
A rua eterna é soterrada
E tudo é de repente
E nos sentimos sob árvores velhas
Não há no céu resquício de emoção
A luz das coisas apagou-se
De repente, repentinamente
O som flutua além
Flutua ao espaço invisível
As paredes, os carros, o vestido das mulheres
Os viadutos tudo é silêncio
Nada é mais música em qualquer lugar.
