gabo

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011


É que de repente a cor se desbota


Os olhos de sempre se turvam


O Foco se desfoca


A rua eterna é soterrada






E tudo é de repente


E nos sentimos sob árvores velhas


Não há no céu resquício de emoção


A luz das coisas apagou-se






De repente, repentinamente


O som flutua além


Flutua ao espaço invisível


As paredes, os carros, o vestido das mulheres


Os viadutos tudo é silêncio


Nada é mais música em qualquer lugar.